Ritmos do Mali e Guiné Conacri no Palácio de Ferro – Jornal de Angola

Ritmos do Mali e Guiné Conacri no Palácio de Ferro – Jornal de Angola

17 de Março, 2017 | http://jornaldeangola.sapo.ao/cultura/musica/ritmos_do_mali_e_guine_conacri_no_palacio_de_ferro


Fotografia: DR

Os grupos BKO Quintet, do Mali, e Les Banlieuz’Art, da Guiné Conacri, actuam, pela primeira vez em Angola, amanhã, a partir das 20h00, no Palácio de Ferro, na Baixa luandense, sede da III Trienal de Luanda.

Os dois concertos, com entrada livre, estão inseridos no Festival da Francofonia, que acontece em todos os continentes, de 8 a 20 deste mês, e são realizados numa parceria entre a III Trienal de Luanda (Fundação Sindika Dokolo) e a Alliance Française de Luanda.
O quinteto BKO abre a noite de concertos no palco Ngola, no qual promete fazer uma viagem aos ritmos musicais tradicionais e modernos de maior expressão no Mali.
A banda apresenta, em uma hora de performance, uma nova roupagem dos cantos tradicionais “bambara”, estilo que caracteriza a música desse país africano, numa reinterpretação da sua música eléctrica e mística que, pelo seu ritmo, convida qualquer  um a dançar.
A banda é integrada por Fassara Sacko (voz e dunum), Nflay Diakité (voz e donsongoni), Ibrahima Sarr (djembê), Abdoulaye Koné (djeli ngoni) e o percussionista francês Aymeric Krol e tem publicado o álbum “Bamako Today”.
Com os géneros reggae, dance-hall, afro-folk e hip-hop, a banda Les Banlieuz’Art sobe, às 21h00, no mesmo palco (Ngola), para apresentar a sua versatilidade musical.
O conjunto equatoriano traz a Luanda, naquele que é o seu primeiro concerto em Angola, uma mistura de estilos, com recurso às línguas tradicionais da Guiné, malinke, peul e wolof, francês e inglês.
Os temas a interpretar constam no álbum “Koun Fire Koun”, em que os temas são usados para entreter e informar aos apreciadores os seus trabalhos.
Fundado em 2004, num dos bairros periféricos de Conacri, o grupo integra os músicos Souleymane Sow, Abdoul Aziz Bangoura e Abdoul Mbaye (voz), Kemonhaka Eric Daniel (teclado), Ibrahima Sory (baixo), Mohamed Kouyaté (guitarra), Mohamed Bangoura (bateria) e Dania Aloa (coros).
Os concertos também têm o apoio das embaixadas do Mali, da Guiné Conacri e da França em Angola, dos ministérios da Cultura e da Comunicação Social, assim como da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda.
Estes não são os primeiros concertos que o espaço da III Trienal de Luanda acolhe, visto que a primeira fase da sua programação promoveu no dia 16 de Junho de 2016, em parceria com a Alliance Française de Luanda, um espectáculo da banda Eyo Nlé Brass Band, do Benin.

Cinema

O ciclo de cinema angolano, na III Trienal de Luanda, prossegue, domingo, às 20h00, com a transmissão do filme “Balanço do tempo na cena de Angola”, de Ruy Duarte de Carvalho.
O filme documental do malogrado realizador angolano é um ensaio sobre a história humana de Angola, tendo em conta o presente no período pós-independência.
O ensaio é apenas um elemento do vasto repertório cinematográfico de Ruy Duarte de Carvalho, em que constam, dentre outros, os filmes “Ferroviários do Caminho-de-Ferro de Benguela”, “A Noite dos cem dias”, “Uma festa para viver”, “Como foi, como não foi”, “Faz lá coragem camarada”, “Kimbanda” e “Nelisita”.
Nascido em Santarém, Portugal, em 1941, Ruy Duarte de Carvalho estudou cinema em Londres  (Inglaterra) e doutorou-se em Antropologia.